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Como demonstrar seu amor ao automobilismo sem se passar por nerd chato de galocha – Não me pergunte como!

Há tempos em que não postava nada aqui no blog. Neste meio tempo, descobri que há mais um aficionado pelo Automobilismo Virtual neste canto perdido do interior paulista, tanto é que eu e ele representaremos a bandeira da Terra das Monções no Turismo Nacional (Brasileiro de Marcas e Pilotos 1600), categoria organizada pelos organizadores da categoria real. O Rafael pilotará por sua equipe na categoria A (os 30 mais rápidos) e eu na B (o resto da cambada). Momentos em que posso falar de assuntos voltando a esporte motor sem entediar os colegas de trabalho são raríssimos por aqui. Aqui no meu local de trabalho muitas pessoas sequer imaginam, por mais que eu compartilhe transmissões ao vivo de provas que participo ou que eu comento, que ainda há automobilismo e com um certo profissionalismo aqui no Brasil. Um dos meus principais defeitos é não disfarçar a empolgação com este esporte que tanto amo. A ponto dos colegas no café da manhã olharem tortos para mim quando eu começo a falar demais....

Como um boteco pode salvar a sua coluna a longo prazo

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Título esquisito para um blog de automobilismo, não? Mas nas linhas a seguir quem ler esta concatenação de ideias entenderá. O Cristian Peticov explicou muito bem como deve ser a postura correta ao pilotar nos simuladores neste link aqui: https://pistaepilotagem.com.br/dicas-de-pilotagem-5-posicao-ideal-para-dirigir/ Ao ver este vídeo dele, notei que faço quase tudo que ele recomenda. Exceto pelo tipo de banco que, como não tenho lá tanta grana para comprar um banco concha… tive que improvisar do jeito que deu para acomodar meus quase 100 kg distribuídos em 1,73 m de altura. Tenho um suporte da Cockpit Extreme com altura e inclinação ajustáveis para pedais e volante. Assim sendo, agora precisaria encontrar um banco que me proporcionasse o mínimo de esforço possível à minha coluna. Em casa, testei três opções: Esta cadeira aqui é bem parecida com uma que eu tinha em casa, herança dos meus bisavós e que desconfio ter vindo junto a eles do Japão no Kasato Maru. Depois de meia hora doía as...

Férias! Mas, o que fazer nelas?

Eu havia escrito um texto semelhante no Pulse do Linkedin, falando sobre este tema. Porém, eu me referia a assuntos profissionais, principalmente de um profissional de Tecnologia da Informação. Segue o link para quem queira ler. Na minha singela visão de um entusiasta de esporte a motor sem dinheiro, é a época mais agoniante do ano: não há corridas na televisão (exceto Stock Car, F-E e alguma da Fórmula / Copa Truck), não há atividades em Interlagos, não há nada de relevante nos testes de inverno da Fórmula 1… enfim, é maçante. Em relação ao Automobilismo Virtual, é a mesma coisa: fim de campeonatos, alguns 4Funs e… vazio. No meu caso, sou um viciado, daqueles de internar em clínicas de recuperação se depender de mim, em automobilismo! Gosto de disputar 4funs, porém gosto mais ainda de ter um tempo para treinar e desenvolver o carro, principalmente se for setup liberado. Setup fixo me tira a graça do esporte, é como jogar futebol e eu não puder jogar como goleiro. Tento pescar, vejo o...

O que aprendi vendo TV que é verdade no AV

Prólogo: Em 2008, lá estava eu na torre de cronometragem de Interlagos, no segundo andar da torre aguardando o pagamento dos meus trocados como bandeirinha ao lado dos estúdios da finada Race TV, quando a porta do estúdio se abriu e lá estava um dos ídolos de meu pai e um dos meus também, Edgard Mello Filho. Mesmo envergonhado como sempre fico frente a um ídolo de infância, não pestanejei: - Sr. Edgard? Gostaria de agradecer ao senhor por me fazer gostar ainda mais de automobilismo, mesmo após a morte do Ayrton Senna, com suas transmissões da Nascar e da DTM na Rede Manchete. - Poxa, filho, que legal! Vem cá me dar um abraço! E aí a lenda viva do automobilismo nacional me deu um abraço apertado. Abraço que foi repetido quando comentei que ele era um dos ídolos de meu pai, que o viu correr de Divisão 3. -------------------------------------------------------------------- Anos depois, já com alguma noção das coisas relacionadas ao automobilismo, foi com grata surpresa que vi o mesmo Edga...

Como ficar frustrado e ainda assim ser otimista

Corrida de ontem pelo Gaúcho de Marcas 1.4, na BRAV. Nos treinos, faço a melhor volta da minha vida com o Uno: 1:20.0. Na corrida, o carro está perfeito, entrando de lado nas curvas, rápido, uma delícia para andar. E como ainda assim saí frustrado, ao terminar as duas baterias? Simples, os adversários estavam ainda melhores do que eu. E qual o lado positivo disso tudo? - Deixando o Toe-out mais perto de zero faz com que o carro grude mais nas curvas. Isso fez com que eu baixasse quase dois segundos da primeira prova em Tarumã, e que mantivesse 14, 15 voltas dentro do mesmo segundo! -------------------------------- Em uma das provas do Campeonato Inglês de Fórmula 3 do ano de 1983, o Ayrton Senna passou por algo semelhante. Segundo o que li em uma das páginas do livro “Senna, o heroi revelado”, ele estava possesso por ter ficado atrás do Martin Brundle em uma corrida. - O carro estava ótimo e eu guiei pra c%#$¨@. Só que ele foi melhor do que eu. Automaticamente me lembrei desta passagem...

Músicas além do ronco dos motores

Pode até parecer maluquice, porém eu gosto de ouvir música enquanto eu treino. Me ajuda a ficar concentrado e também a notar os comportamentos do carro durante o tempo de pista. Sem muitas delongas, mostro aqui cinco músicas que gosto de ouvir antes das corridas: https://www.youtube.com/watch?v=GMJrr0l5F_U Rédeas do Possante – Zezé di Camargo e Luciano (para pistas longas tipo Spa-Francorchamps e Nurburgring Nordschleife) https://www.youtube.com/watch?v=SWDB8OQ_66s Fleetwood Mac – The Chain (para ouvir o refrão alinhado no grid de largada) https://www.youtube.com/watch?v=Yny9-hIxYkw&list=RDYny9-hIxYkw Roberto Carlos – Caminhoneiro (para pistas com retas muuuuuuuuuuuuuito longas, tipo Paul Ricard e Le Mans) https://www.youtube.com/watch?v=CzB5hFINC_k Guns ‘n Roses – You could be mine (boa para ultrapassagens) https://www.youtube.com/watch?v=e8eaNxJaGsQ The Ritchie Family – Brazil (tema das vitórias de Emerson Fittipaldi na Fórmula Indy, Rede Bandeirantes. Me arrepia até hoje!)

O prazer nas coisas sem sentido

Prólogo: Lá estava eu em um dia de papagaiadas no SENAI, chamado “Dia de Treinamento”, onde eram realizadas terapias coletivas, atividades em grupo e de vez em quando lavagem de roupa suja, o que sempre aparecia quando a gente convive com os mesmos colegas de sala das 07:00 às 16:30. Naquele ano teríamos uma novidade, que era descer o prédio do auditório da escola com cordas de rapel. E, diante do medo, receio de meus colegas e indecisão por parte deles, eu disse “deixem comigo, eu vou primeiro”. Equipamentos de segurança amarrados e colocados, breves noções de como usar a corda e lá fui eu. Desci sem grandes problemas. Lá no térreo da escola… - E aí, Rodrigo, o que você sentiu ao descer o prédio? - Muito sono. Esse troço não dá emoção alguma. ------------- Lendo aqui rapidamente alguns textos sobre esportes radicais, o consenso é que duas substâncias são liberadas no organismo dos praticantes deste tipo de atividade: endorfina e adrenalina. O automobilismo é considerado um esporte rad...