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Saudades do que não vivi

Este é um blog de automobilismo, não estou me referindo à conversa furada entre o mais famoso cidadão de Mogi das Cruzes com a lambisgóia golpista. Eu me refiro desta vez a categorias nacionais de turismo. - Divisão 1 - Divisão 3 - Divisão 4 - Brasileiro de Marcas e Pilotos. Mais especificamente, a Divisão 3. Meu pai às vezes comenta que ia a Interlagos quando solteiro ver corridas ao lado do meu padrinho e por isso ele viu gente como o nosso ídolo Edgard Mello Filho, Tite Catapani, Reinaldo Campello, Paulo Gomes… Anos depois, ao ganhar a coleção de revistas Quatro Rodas dos meus tios, muitas vezes dormia sonhando em descer o retão de Interlagos dividindo curvas com Maverick, Opalas, Fuscas, Chevettes e Brasílias. Hoje, quase trinta anos depois de dormir abraçado às revistas, ao menos virtualmente poderei voltar no tempo e pilotar um carro da Divisão 3 no quintal de casa, mais especificamente no quintal da casa da minha mãe quando solteira, Interlagos com seus 7.960 m de extensão. A pr...

O que eu vi na TV que é verdade no AV–(Mais ou menos) Parte 3

Quarta-feira. Aproveitando-se do fato que meu filho ainda está com as aulas de pilotagem fresquinhas na cabeça, perguntei a ele: - Bruninho, o que os professores disseram sobre fazer a curva em S? - Papai, você tem que fazer a primeira perna por dentro para sair chutado na segunda. E foi o que tentei fazer na Copa Uno (Campeonatos Clássicos) e na Endurance TC da VORC, as duas na pista de Londrina. Nas duas corridas fui traído pela queda de conexão (embora estivesse mal pra chuchu), porém quando me lembrei das palavras do meu filho comecei a andar bem.

O que eu aprendi na TV que é verdade no AV– parte mais ou menos 2

Prólogo: Há uns dez anos atrás comprei o Guia de Pilotagem de Kart da Suzane Carvalho. Uma das ótimas dicas dela a qual por algum motivo eu não esqueci foi mais ou menos a seguinte: ”Eu prefiro manter o meu traçado, analisando tudo o que o piloto da frente faz, para ultrapassar onde ele menos espera”. Pois bem, na quarta-feira da semana passada eu a coloquei em prova. Etapa do Campeonatos Clássicos, Copa Uno na pista de Caruaru, “terra da mamãe” como diria meu filho Bruninho. Lá estava eu em sétimo lugar, me aproximando pouco a pouco de um piloto velho conhecido dos tempos da BRAV. Percebi que o rapaz estava com problemas nas freadas da segunda parte sinuosa da pista pernambucana, e depois de cinco voltas cozinhando o galo, percebi uma escapada na parte suja da pista e fiz a ultrapassagem mesmo naquele trecho de baixa! Graças a ela consegui meu melhor resultado até agora na categoria, um sexto lugar. Pena que faltou freio na última volta, senão poderia até beliscar um quinto lugar.

Cadê você… que nunca mais apareceu aqui?

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(Andrea de Adamich, Sebastien Bourdais e Bird Clemente, quero ser igual a vocês na arte de ser um míope de pé pesado) Em uma revistinha educativa da Turma da Mônica, daquelas que eram distribuída nas escolas, mostrava o Rolo ensinando sobre a importância de ver e ser visto no trânsito. É algo que também vale para o automobilismo real. Sabem o Helmut Marko, fritador oficial de pilotos da Red Bull? Depois que ele levou uma pedrada no olho vindo da Lotus do Ronnie Peterson, nunca mais pilotou um carro de corrida por ter ficado cego. No automobilismo virtual, a máxima vale, principalmente para míopes astigmáticos feito eu. - Em uma prova vespertina de Porsches na pista de Goiânia, passei a última hora de prova sem enxergar absolutamente nada, guiando pelo instinto. Mesmo ajustando o brilho do monitor, eu não via absolutamente nada. Parecia a fase noturna com neblina do Enduro do Atari… - Na semana passada pela Fórmula E da VORC a largada foi ao por do sol em Salvador. Até que a pista estav...

Reconhecer fraquezas não é uma fraqueza

Depois de mais de 35 anos de idade, não adianta ser muito teimoso. É tipo cursar aquela faculdade onde você se mata de estudar e a nota nunca é alta, jogar uma conversa naquela colega de escola que nem olha na sua cara ou mesmo dizer que nunca mais vai comer uma pizza quando a balança marcar mais de 100 quilos. Depois de pouco mais de um mês na Liga LGM, aprendi umas coisas sobre oval: - Pressão dos pneus no máximo; - Fortalecer molas e suspensão no lado direito e amolecer no lado esquerdo; - O escalonamento regular de marchas para um speedway não serve, o carro vai ficar mais lento. Porém umas deficiências minhas foram enfatizadas: - Não tenho reflexos para andar a mais de 350 km/h em simuladores; - Não tenho reflexos nem paciência para vácuo; - Não tenho reflexos nem habilidade para andar com monopostos. Agradeço aqui publicamente aos gerentes da liga por me aceitarem, agradeço pelo aprendizado porém ficarei nos carros de turismo mesmo, onde me sinto melhor e não atrapalho tanto a di...

Nem todo oval é oval!

Título meio estranho não? É que eu vou provar nestes últimos meses do ano (antes do nascimento da Bia-chan) o que escrevi no título deste post na Liga LGM, correndo na categoria principal. Nos últimos meses fui obrigado a vender meu Logitech G27 (snif), meu computador e o notebook menos potente e retroceder no hardware disponível. Menos mal que ganhei um Thrustmaster de baixo custo (Ferrari Red Legend Edition) e por isso ainda posso pilotar. A paixão pelo automobilismo se manteve forte mesmo após o revés da venda do meu hardware, e por isso resolvi andar nos ovais (nunca ajustei setup de oval) com carros da Fórmula Indy (campeonato de monopostos, só a F-E da VORC neste ano) no rFactor (único simulador que roda em meu notebook velho de guerra). Ao me inscrever na liga LGM, humildemente me inscrevi na divisão de acesso, visto que sou neófito nos monopostos americanos e em circuitos ovais. O gerente da liga me surpreendeu explicando que, por eu ter comprovados 17 anos de AV (desde o Fórmu...

Como demonstrar seu amor ao automobilismo sem se passar por nerd chato de galocha – Não me pergunte como!

Há tempos em que não postava nada aqui no blog. Neste meio tempo, descobri que há mais um aficionado pelo Automobilismo Virtual neste canto perdido do interior paulista, tanto é que eu e ele representaremos a bandeira da Terra das Monções no Turismo Nacional (Brasileiro de Marcas e Pilotos 1600), categoria organizada pelos organizadores da categoria real. O Rafael pilotará por sua equipe na categoria A (os 30 mais rápidos) e eu na B (o resto da cambada). Momentos em que posso falar de assuntos voltando a esporte motor sem entediar os colegas de trabalho são raríssimos por aqui. Aqui no meu local de trabalho muitas pessoas sequer imaginam, por mais que eu compartilhe transmissões ao vivo de provas que participo ou que eu comento, que ainda há automobilismo e com um certo profissionalismo aqui no Brasil. Um dos meus principais defeitos é não disfarçar a empolgação com este esporte que tanto amo. A ponto dos colegas no café da manhã olharem tortos para mim quando eu começo a falar demais....